Sentimentos/sensações


Ora boa noite. Saudades aqui do Pedro? Claro que não!
Estou eu aqui às 4 de manhã depois de um dia um tanto interessante. A ouvir Led Zeppelin e The Smashing Pumpkins, a mastigar os meus phones, e uma vontade de escrever no My Little Piece of Heaven apareceu. Pensei num assunto e decidi que desta vez vos ia falar de sentimentos/sensações. Pode parecer um bocado estranho mas cedo perceberam do que vos falo.
Comecemos:

Antes de mais nada vou-vos falar do caso que me aconteceu hoje.
Dia normal de férias; acordar, literalmente, ao meio dia, lavar a cara, dentes, esvaziar a bexiga, todo e qualquer tipo de acções que cada um faz ao acordar.
Feito isto, meto-me no meu quarto e clico no botão que liga o meu Asus. Como ele demora um tempo excessivo a ligar, decidi ligar também a minha bela PS3.
Tudo normal até que a minha mãe me veio avisar que, devido a finalmente o tempo estar qualquer coisa de jeito, a nossa tarde ia ser passada na piscina. O meu humor levanta rapidamente.
Almoço digerido, toalhas, cartas e mochilas prontas e lá fomos.
Como ainda era cedo, pouca gente lá estava. Não durante muito tempo, é claro.

Toalhas postas, decidi ir verificar a temperatura da águas de ambas as piscinas. Excelentes para o tempo que fazia.

Pouco passou até o povo começar todo a chegar.
Cerca de 15 metros à minha frente, uma família encontra o seu lugar para ficar durante a sua tarde. Assim como muitas outras fizeram noutros locais.

Eu, como o adolescente que sou, reparei logo numa rapariga dessa mesma família. Olhei para ela com "olhos de ver" e deparei-me com uma rapariga loira, com um franja, não muito alta (eu tenho uma certa queda para para pessoas baixas), e com uns olhos azuis perfeitos. Ao início não havia reparado neles devido ao facto de ela usar óculos (uma coisa que eu também tenho uma certa queda). Fascinei-me.
Aconteceu-me o que muitas vezes nos acontece (pelo menos a um tal Pedro Veloso) : ficamos com uma sensação de que nos apaixonamos. Uma semi-apaixonação como eu lhe chamo.

E começou. Passei o resto da tarde a olhar para ela com um dito "brilho" enorme.
Foi então que vi que ela também olhara para mim um certo número de vezes. Vou ser sincero ao ponto de dizer que adorei aquela "troca" de olhares.

Mas será que houve mesmo uma troca de olhares? Será que ela havia mesmo olhado para mim e reparou? Ou apenas seria isso uma pequena presunção minha?

Bem só há uma maneira de o saber não é?! Sendo a mesma não ter sido praticada por mim.

Então caí na realidade: eu apaixonei-me por ela? É claro que não. Mas isso já nos aconteceu a todos. Não falo nestas circunstâncias mas noutras é claro.


A esta altura já se devem perguntar (ou não) : "mas este car*lho não estava interessado na "Sofia".
Eu esclareço: eu vou levar isto como um teste. Assim como acho que vocês todos deviam fazer. Um teste para saberem o que realmente sentem por essa pessoa. Não estou a dizer que devem usar uma pessoa. Não. Estou a dizer que devem pensar muito sobre casos como este.

Afinal de contas, são casos como estes que nos mostram quem são os nossos pequenos pedaços de céu.


P.S.: Eu não tenho tido muito assunto sobre qual falar aqui por isso não se admirem se ficar muito tempo sem postar. Peço desculpa mas podem sempre dar sugestões nos comentários ou pessoalmente.

Fiquem bem, Pedro.

Pais e filhos


Boa noite. Hoje vou falar-vos de sobre um assunto que todos nós podemos falar, seja bem ou mal: pais e filhos.

Antes de mais nada vou explicar a minha situação familiar:
Eu estou numa situação em que pouco ou nada me afecta psicologicamente hoje em dia simplesmente por eu me ter vindo a preparar para isto há já algum tempo. Uma situação que afecta grande parte dos casais actualmente: a separação. Não digo divórcio porque legalmente os meus pais ainda são casados.
Das pessoas que me conhecem poucas são as que sabem desta situação. Não porque tenho vergonha disso, mas simplesmente porque não me perguntam. Caso me perguntarem, digo-o sem qualquer preconceito e/ou vergonha visto que, como já referi anteriormente, pouco ou nada me afecta.

"Então mas os pais deste gajo 'tão separados e ele não se importa?" - perguntam vocês.
Importo? Claro, afinal de contas são meus pais e são a minha família. Apenas não me afecta porque já estava à espera que isto mais cedo ou mais tarde decorresse.
Não vos vou dizer o porquê de eles se terem separado pois isso, simplesmente, não é da vossa preocupação.

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou um rapaz dito normal e sabe que isso não me afecta.
O problema muitas vezes está nas pessoas que pensam que se os pais de uma pessoa se divorciam, automaticamente a mesma fica com problemas psicológicos. Estereótipo típico. Mas não sobre isso que o post fala.

Eu quero opinar também o comportamento "rebelde" e revoltado de certos filhos em relação a seus pais.
Eu, pessoalmente, nunca tive qualquer problema com os meus pais, sempre tive um bom comportamento (não exemplar) e nunca tive o vício de os contrariar. Eles mandavam fazer e eu fazia. Simples.

Agora o que eu não percebo é uma coisa: como é que há pessoas que têm a mania de contrariar e "mandar abaixo de Braga" os seus próprios pais. Como? Não percebo.
As duas pessoas cujo respeito devia de ser acima de tudo. As duas pessoas que permitem que tenhamos uma vida normal e fazem de tudo para que estejamos bem e em troca só pedem que tenham boas notas (ainda para mais isso é para nós) e que nós comportemos normalmente. Não é preciso ser um comportamento exemplar.

É claro que existem certos caso em que os pais não são os melhores do mundo mas sobre isso já não posso argumentar.

Em suma gostava de dizer que aproveitem a sorte que vocês têm em ter uma vida normal graças à vossa família.

Afinal de contas, a nossa família para nós, será sempre um pequeno pedaço de céu.


Ah e gostava de vos pedir que partilhassem o blog com os vossos amigos. O blog está numa fase inicial e qualquer apoio é sempre bom.


Fiquem bem, Pedro.

A minha primeira paixão "real"


Antes de mais nada vou explicar a razão de ter criado o blog:
eu, como qualquer adolescente, tem os seus problemas pessoais. Então numa forma de desabafar e compartilhar os meus problemas criei o "My Little Piece of Heaven".
Comecemos:

Eu vou falar-vos do que foi o minha primeira paixão "real". Sim real, porque todos nós já gostamos de uma pessoa enquanto mais novos. Eu pessoalmente tinha uma forte tendência de me apaixonar facilmente. Mas até há uns meses fiquei a saber que nada se comparava com o que senti por ela.
Para não estar a referir nomes vou usar a técnica de um amigo meu e vamos chamar-lhe "Sofia" (não sendo realmente o nome dela).
O meu primeiro contacto com a "Sofia" foi há cerca de 3 anos na natação. Não nos conhecíamos. Cerca de meio ano após eu ter entrado, por alguma razão que ainda me é desconhecida, começamos a odiar-nos, simplesmente.
Não nos "curtíamos" um ao outro por assim dizer.
Aconteceu que quando completei um ano, avancei um nível e fui parar a onde ela estava. Já havíamos esquecido os desacatos mas ainda não falávamos um com o outro.
Há cerca de 7/8 meses atrás comecei a reparar mais nela e caí na realidade que estava ali um ser divinal e comecei a "olhar" mais para ela.
Fui-me fascinando cada vez mais até que me apercebi: havia-me apaixonado. No início pensei que fosse mais uma das minhas paixonetas, mas não, era muito mais que isso.
Decidi que devia contar-lhe. Assim o fiz de uma maneira de certa forma acobardada, mas fiz.
Ela reagiu lindamente. Fiquei logo com altas expectativas para uma futura relação.
Começámos a falar, e a falar, conhecendo-nos melhor um ao outro e eu cada vez mais a gostar de como a "Sofia" era.
Já haviam passado cerca de 4 meses e já o povo da natação reparava que eu sentia alguma coisa por ela.
Estava tudo muito bem até ter surgido o primeiro problema: comecei a sentir falta dela.
Como só nos víamos na natação, eram só 2 horas por semana se nenhum de nós faltasse.
Foi então que cometi o maior erro que segundo a "Sofia" estragou todas as minhas hipóteses: disse-lhe que a ia tentar esquecer porque sofria bastante com só duas horas por semana. Peço desculpa pela expressão que se segue mas é o que melhor exemplifica o que fiz, fudi tudo. E mais, pensei que ela estava a gozar com a minha cara e chamei-a de falsa indirectamente.

Quando eu lho disse, ela respondeu dizendo-me que começava já a gostar de mim e que a desiludi.
Ela não sabe mas comecei a chorar. Não me importo que digam que os homens não choram , comecei a chorar sim.

Na aula seguinte, mal saí do carro, fiz logo os possíveis para a evitar à entrada. Ela estava muito perto de onde eu saí e viu-me logo. Soube pelo meu primo que ela havia perguntado por mim.

Senti por parte dela uma "excitação" por assim dizer, maior do que era normal.
Já na aula tratou-me super bem. Fiquei estranho mas acabei por me alegrar. É notável o efeito que ela tem em mim.

No fim da aula pedi-lhe desculpa por lhe ter chamado falsa. Disse-me para esquecer. Fiquei extremamente contente.

Nos meses seguintes continuamos os grandes amigos que éramos anteriormente (eu sempre com altas expectativas).

Chegou o dia em que lhe perguntei se ela realmente gostava de mim. Levei com uma resposta típica: só como amigo. Fiquei destroçado. Prometi a mim mesmo que ia tentar esquecer a paixão que tive para com ela. É claro que é mais fácil dizer que fazer.
Esta cena passou-se em meados de Junho salvo erro.

O tempo foi passando, nós como grandes amigos, eu ainda com o "fogo" que sentia por ela.

Chegámos a finais de Julho e como em Agosto não haviam aulas, eu tinha que fazer alguma coisa pois ia ficar um mês inteiro sem a ver.

Então pensei no seguinte: para ter a certeza que ela não gostava de mim só comigo e que eu não a ia esquecer durante o tal mês, pensei em arrancar-lhe um beijo no último dia.

Preparei-me psicologicamente durante a semana toda até que chegou Sábado, o dia.

Ela estava a demorar mais que o costume mas tinha a certeza que ela vinha porque já lhe tinha perguntado durante a semana.
Esperei, esperei e desesperei e ela não veio.

Com uma certa fúria dentro de mim fui à net com esperanças que ela me explicasse o sucedido. Não ficou online o dia inteiro.
Esperei no dia seguinte novamente e vi uma coisa que me devastou por dentro: ela começou a namorar.
Senti-me com uma fúria extrema e pensei como é que ela tinha sido capaz de me fazer isso.

Quando me acalmei apercebi-me que ela pensava que eu só gostava dela como amiga, exactamente por eu lho ter dito.
Continuei a falar com ela na boa, afinal de contas, não queria por nada perder a amizade dela.

Em suma gostava de dizer à "Sofia", caso estejas a ler isto, que ainda hoje não te vejo só como amiga, é sempre mais que isso. Gostava de dizer também que ao contrário das minhas outras "paixonetas" nunca, mas nunca me imaginava e "via" com essa pessoa, mas contigo foi diferente. Também gostava de te agradecer porque graças a ti mudei imenso, para melhor. E gostava de te dizer que esteja eu onde estiver e com quem estiver, tu vais ser sempre uma parte de mim. Como se costuma dizer: "o primeiro amor nunca se esquece" e eu posso dizer sem dúvida alguma que TU foste o meu primeiro amor.

Para mim serás sempre um pequeno pedaço de céu.

Fiquem bem, Pedro.