Desejo-te


Mais um dia de vontade de escrever mas com falta de palavras. Hoje o pensamento recorrente atenua. Desejo-te. Passo o dia a sonhar acordado contigo. Vejo-me contigo como nunca me vi antes: feliz, realizado, vejo-me a mim próprio como eu sou sem qualquer influência. Neste meu mundo, eu faço tudo ao meu alcance para te fazer feliz pois a minha felicidade é consequência da tua. És-me tanto.

Estou num daqueles momentos de reflexão; é de noite, e noite é tempo disso. Tenho medo de continuar sozinho, pior, tenho medo de não te ter a meu lado. Não fazes ideia do medo que tenho de perder algo que nem sequer é meu. Dói tanto.
A vida é demasiado curta e passa demasiado rápido, nos últimos tempos tenho-me apercebido cada vez mais disso. Nunca fui pessoa de ter calma e de esperar, por defeito, mas se há coisa que garanto é que por ti esperava o infinito; esperava o infinito porque tu vales isso, tu vales tudo. A minha vida amorosa é miserável e sempre foi mas eu não me importava de sofrer tudo o que já sofri mil vezes se soubesse que no fim ia acabar contigo.

Sei que sempre me dei melhor com a escrita do que com a fala, as diferenças são notáveis. Mas também sei que não aguentarei muito tempo sem te dizer tudo. Uma altura inoportuna, um local inoportuno, é sempre assim.

Estou constantemente a pedir-te desculpa por não ter a contenção suficiente. De todas as vezes que te pedi esse perdão o senti, parecendo o contrário. Odeio que sofras e poucas coisas mais quero do que fazer-te feliz. Mais uma vez, quero-te pedir desculpa por não me conter como mereces.


Lembro-me de tudo. Do teu beijo na saída da carrinha, das vezes que esperava que viesses da escola só para te ver durante 30 segundos, do primeiro olá que me disseste e que eu estupidamente e com vergonha ignorei, do nosso "ódio" constante, de uma vez que esperava pela minha mãe e tu estavas ao meu lado a ligar ao teu pai, creio - ainda na nossa fase de ódio. Lembro-me das nossas primeiras trocas de mensagens, dos meus primeiros ciúmes, da primeira foto que me enviaste. O próprio blog é uma lembrança. Lembro-me daqueles momentos mais recentes em que esperava por ti e que tu me fazias aquelas maldades. Dou por mim a rever todos os momentos e tentando constantemente lembrar-me de mais. Lembro-me de tudo.

Um dia apareço-te a casa com uma rosa na mão.

Hoje


Hoje voltou a dar-me vontade de escrever. Não por nenhuma razão especial, apenas porque quero. Hoje, talvez escreverei sobre os meus mais profundos sonhos, aquilo que muitas vezes me encontro a imaginar do nada mas não tudo; precisaria de um livro para escrever tudo. Vou falar de cenários completamente imaginários e irreais, cenários por onde divago no mais longínquo pensamento.
É difícil escolher um por onde começar e decidir escrever ou não todos os detalhes, talvez me fique pela segunda hipótese.

Talvez este seja o mais comum - ou então o mais recente. Estamos numa casa sozinhos, uma casa que não conheço e que nunca tinha visto. Quando dou por mim, já te tenho nos meus braços; não me interessa como isso aconteceu, nem quando aconteceu, a única coisa que interessa é que tenho a rapariga dos meus sonhos comigo. Eu estou de pé. Tu estás abraçada a mim, suspensa no ar, segura por mim. Não consigo continuar, não consigo divulgar ainda um desejo que me é tão íntimo. Foi má ideia esta publicação.

Ainda hoje me pus a olhar para uma foto tua e acontece sempre o mesmo. Olho para todos os detalhes, decoro a foto. A tua pele, o teu sorriso, a tua forma de estar. Tudo me fascina, tudo me apaixona. Nesses momentos, desejo-te tanto... E depois obrigo-me a parar. Obrigo-me a fechar a foto e a fazer outra coisa, sem pensar. Caso contrário, a tristeza começa a invadir e não é fácil escapar a isso. Nunca ninguém me deixou tão louco.
Os cenários são infinitos: praias, piscinas, casas, ruas, escolas. Não sei mesmo porque o faço. Talvez para me sentir melhor, talvez para me dar forças, ainda me é uma incógnita. Mil e uma coisas me passaram pela cabeça já e cada vez mais me vejo impotente perante a minha própria vida.

Comecei por dizer que ia falar dos meus sonhos e já me encontro novamente no meu "mundo". Não quero mais ninguém, recuso-me.

Um dia digo-te tudo.