Hoje


Hoje voltou a dar-me vontade de escrever. Não por nenhuma razão especial, apenas porque quero. Hoje, talvez escreverei sobre os meus mais profundos sonhos, aquilo que muitas vezes me encontro a imaginar do nada mas não tudo; precisaria de um livro para escrever tudo. Vou falar de cenários completamente imaginários e irreais, cenários por onde divago no mais longínquo pensamento.
É difícil escolher um por onde começar e decidir escrever ou não todos os detalhes, talvez me fique pela segunda hipótese.

Talvez este seja o mais comum - ou então o mais recente. Estamos numa casa sozinhos, uma casa que não conheço e que nunca tinha visto. Quando dou por mim, já te tenho nos meus braços; não me interessa como isso aconteceu, nem quando aconteceu, a única coisa que interessa é que tenho a rapariga dos meus sonhos comigo. Eu estou de pé. Tu estás abraçada a mim, suspensa no ar, segura por mim. Não consigo continuar, não consigo divulgar ainda um desejo que me é tão íntimo. Foi má ideia esta publicação.

Ainda hoje me pus a olhar para uma foto tua e acontece sempre o mesmo. Olho para todos os detalhes, decoro a foto. A tua pele, o teu sorriso, a tua forma de estar. Tudo me fascina, tudo me apaixona. Nesses momentos, desejo-te tanto... E depois obrigo-me a parar. Obrigo-me a fechar a foto e a fazer outra coisa, sem pensar. Caso contrário, a tristeza começa a invadir e não é fácil escapar a isso. Nunca ninguém me deixou tão louco.
Os cenários são infinitos: praias, piscinas, casas, ruas, escolas. Não sei mesmo porque o faço. Talvez para me sentir melhor, talvez para me dar forças, ainda me é uma incógnita. Mil e uma coisas me passaram pela cabeça já e cada vez mais me vejo impotente perante a minha própria vida.

Comecei por dizer que ia falar dos meus sonhos e já me encontro novamente no meu "mundo". Não quero mais ninguém, recuso-me.

Um dia digo-te tudo.

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