Não é que odeie felicidade alheia


Não é que odeie felicidade alheia. Não odeio. Fico, aliás, contente com a felicidade de outros. Sim, vou falar de pessoas que se juntam.

Toda a gente fica contente quando pessoas amigas encontram a pessoa que as faz feliz e eu não sou exceção. Mas deixa sempre um gosto amargo. Cada par novo, cada par feliz, cada par junto é como uma pequena lembrança. Uma lembrança em forma de faca que te lembra do quão miserável a tua vida amorosa realmente é. Nenhuma rapariga te amou verdadeiramente. Não foste mais que um brinquedo nas mãos de qualquer uma. Deste-te a quem não merecia sequer atenção de ti. Tudo te dizia para estares quieto, para deixares de fazer sempre a mesma merda, que sofrimento é inevitável. Quão não certo estava eu. Parcialmente.

Apareceu ela. A exceção. A que me fez lutar quando tudo me dizia o contrário. A que me fez crer que eu poderia algum dia ser feliz. Não sei o que me levou ao pensamento e à hipótese insana de que alguma vez ela se iria apaixonar por mim e que seríamos felizes como nunca. que tratar-nos-íamos e compreender-nos-íamos como nunca ninguém o tinha feito.

Ciúme. Muito ciúme. Falta de atenção. Tudo isto me magoa.

Mas a culpa não é tua e nunca ta vou atribuir. Sou em que tenho o vício de ser otimista, inconscientemente, quando não quero. Já estive perto de chorar hoje, fiz de tudo para tentar esquecer que és a melhor rapariga do mundo mas que nunca ou muito dificilmente ficaremos juntos. Continuo a amar-te tanto.

Depois de ti, dificilmente alguém.

Desejo-te


Mais um dia de vontade de escrever mas com falta de palavras. Hoje o pensamento recorrente atenua. Desejo-te. Passo o dia a sonhar acordado contigo. Vejo-me contigo como nunca me vi antes: feliz, realizado, vejo-me a mim próprio como eu sou sem qualquer influência. Neste meu mundo, eu faço tudo ao meu alcance para te fazer feliz pois a minha felicidade é consequência da tua. És-me tanto.

Estou num daqueles momentos de reflexão; é de noite, e noite é tempo disso. Tenho medo de continuar sozinho, pior, tenho medo de não te ter a meu lado. Não fazes ideia do medo que tenho de perder algo que nem sequer é meu. Dói tanto.
A vida é demasiado curta e passa demasiado rápido, nos últimos tempos tenho-me apercebido cada vez mais disso. Nunca fui pessoa de ter calma e de esperar, por defeito, mas se há coisa que garanto é que por ti esperava o infinito; esperava o infinito porque tu vales isso, tu vales tudo. A minha vida amorosa é miserável e sempre foi mas eu não me importava de sofrer tudo o que já sofri mil vezes se soubesse que no fim ia acabar contigo.

Sei que sempre me dei melhor com a escrita do que com a fala, as diferenças são notáveis. Mas também sei que não aguentarei muito tempo sem te dizer tudo. Uma altura inoportuna, um local inoportuno, é sempre assim.

Estou constantemente a pedir-te desculpa por não ter a contenção suficiente. De todas as vezes que te pedi esse perdão o senti, parecendo o contrário. Odeio que sofras e poucas coisas mais quero do que fazer-te feliz. Mais uma vez, quero-te pedir desculpa por não me conter como mereces.


Lembro-me de tudo. Do teu beijo na saída da carrinha, das vezes que esperava que viesses da escola só para te ver durante 30 segundos, do primeiro olá que me disseste e que eu estupidamente e com vergonha ignorei, do nosso "ódio" constante, de uma vez que esperava pela minha mãe e tu estavas ao meu lado a ligar ao teu pai, creio - ainda na nossa fase de ódio. Lembro-me das nossas primeiras trocas de mensagens, dos meus primeiros ciúmes, da primeira foto que me enviaste. O próprio blog é uma lembrança. Lembro-me daqueles momentos mais recentes em que esperava por ti e que tu me fazias aquelas maldades. Dou por mim a rever todos os momentos e tentando constantemente lembrar-me de mais. Lembro-me de tudo.

Um dia apareço-te a casa com uma rosa na mão.

Hoje


Hoje voltou a dar-me vontade de escrever. Não por nenhuma razão especial, apenas porque quero. Hoje, talvez escreverei sobre os meus mais profundos sonhos, aquilo que muitas vezes me encontro a imaginar do nada mas não tudo; precisaria de um livro para escrever tudo. Vou falar de cenários completamente imaginários e irreais, cenários por onde divago no mais longínquo pensamento.
É difícil escolher um por onde começar e decidir escrever ou não todos os detalhes, talvez me fique pela segunda hipótese.

Talvez este seja o mais comum - ou então o mais recente. Estamos numa casa sozinhos, uma casa que não conheço e que nunca tinha visto. Quando dou por mim, já te tenho nos meus braços; não me interessa como isso aconteceu, nem quando aconteceu, a única coisa que interessa é que tenho a rapariga dos meus sonhos comigo. Eu estou de pé. Tu estás abraçada a mim, suspensa no ar, segura por mim. Não consigo continuar, não consigo divulgar ainda um desejo que me é tão íntimo. Foi má ideia esta publicação.

Ainda hoje me pus a olhar para uma foto tua e acontece sempre o mesmo. Olho para todos os detalhes, decoro a foto. A tua pele, o teu sorriso, a tua forma de estar. Tudo me fascina, tudo me apaixona. Nesses momentos, desejo-te tanto... E depois obrigo-me a parar. Obrigo-me a fechar a foto e a fazer outra coisa, sem pensar. Caso contrário, a tristeza começa a invadir e não é fácil escapar a isso. Nunca ninguém me deixou tão louco.
Os cenários são infinitos: praias, piscinas, casas, ruas, escolas. Não sei mesmo porque o faço. Talvez para me sentir melhor, talvez para me dar forças, ainda me é uma incógnita. Mil e uma coisas me passaram pela cabeça já e cada vez mais me vejo impotente perante a minha própria vida.

Comecei por dizer que ia falar dos meus sonhos e já me encontro novamente no meu "mundo". Não quero mais ninguém, recuso-me.

Um dia digo-te tudo.

Ano novo


"Ano novo, vida nova." A tão famosa passagem de ano. A altura em que os calendários voltam a janeiro, a altura que toda a gente cria resoluções de ano novo, objetivos, para os cumprir nos primeiros 5 dias do ano e esquecer daí para a frente; "vou perder peso", "vou começar a estudar mais", "vou-me levantar mais cedo", tantas e tantas. Há também quem diga que é só mais um dia. Um ano passa e tudo continua igual.
Para mim, ano novo é um novo começo. Todas as passagens de ano faço o mesmo: revejo o ano que finalizou e projeto aquilo que quero que aconteça no próximo. Este ano foi de loucos, completamente de loucos. Livrei-me da pessoa que mais brincou comigo e mais me magoou; passei, economicamente, dos períodos mais difíceis da minha vida; comecei a praticar a modalidade que mais me tem a ajudado a distrair e a ultrapassar os problemas; aproximei-me e comecei a valorizar cada vez mais toda a minha família, tudo é tão melhor com eles; tantas e tantas outras coisas. E depois há ela. Foi este o ano que mais cresci em toda a minha vida, disso estou certo, e foi este o ano que o encanto dela me voltou a apanhar desprevenido, o ano que ela me voltou a encantar e que eu vi aquela mulher - sim, porque ela menina não é - como ela realmente é. A pessoa linda, incansável, amiga, consciente, sem rodeios, entre as milhares de qualidades, que ela é. Mas as pessoas não são só qualidades e eu sei todos os defeitos dela. Apaixonei-me por eles, apaixonei-me por tudo. Pouca coisa me dá mais gosto que ouvir a voz dela, que tê-la ao meu lado, que ouvir os seus disparates e o seu lado mais extrovertido. Ah, aquela lágrima... Posso dizer, sem qualquer hesitação, que é das melhores pessoas que tenho comigo, e eu sou o mais sortudo por a ter sempre a meu lado; sim, porque eu sei que ela está sempre lá para mim.
Deixei-me de lamurias, deixei-me de rodeios, deixei-me de fraquezas, tudo isso te devo a ti. Este ano, eu cresci e tu ajudaste-me a crescer. Não sabes o quanto eu te estou grato. Que 2015 seja o nosso ano.
Acho que o facto de achar cada passagem de ano um novo começo, tem a ver com o facto de ter o aniversário perto. E este ano são 18. Este ano, tenho todo um percurso à minha frente que inicia o meu progresso como adulto. Este vai ser o meu ano, vou fazer de tudo para isso. O "eu" verdadeiro voltou, confiante, ativo, decidido e trabalhador. Não acho que este vá ser o meu ano por causa de algo transcendente, este vai ser o meu ano porque eu vou lutar por isso, deixei de esperar que as coisas aconteçam e isso é quase a minha resolução de ano novo, não me esquecer de lutar, de lutar por tudo aquilo quer quero! Chega de preguiças e de esperar!

Este vai ser o meu ano!

Começa-se a instalar


Tarde de sábado. Frio e tédio estupendos. A depressão começa-se a instalar.

Eu tinha tudo planeado na minha cabeça. Tinha-o feito numa manhã em que estava no autocarro para a escola. Primeiro, precisava de dinheiro. Iria ao que tinha acumulado durante várias semanas e iria tirar um euro apenas. Era o único dinheiro que precisaria. Apanhava o autocarro, andava e compraria uma rosa. Só de imaginar fico nervoso. Iria seguindo por onde sei dizendo que estava perto de tua casa. Chegando lá, ficaria no portão (apenas o imagino, nem sei se a tua casa o tem) até tu chegares a mim. Nesse momento, eu revelava a rosa que estava colocada de forma a que não a visses enquanto caminhavas para mim. Apoiava-me sobre um joelho e te diria aquilo que sempre quis: "Sofia, tu és a rapariga mais perfeita que existe. Quero-te só para mim. Prometo fazer-te feliz. Prometo tratar-te como sempre mereces. Prometo nunca de deixar. Prometo fazer de tudo para não caíres mas se o fizeres, prometo estar ao teu lado para te levantar. Prometo ser o teu pilar. Não há nada que eu queira mais do que ser a razão do teu sorriso magnífico. Quero ser o rapaz do qual te orgulhas de ter ao lado. Prometo amar-te para sempre. Agora, pega na rosa, guarda-a, e anda tomar um café comigo.". Tudo planeado, como um mapa, a regra e esquadro. Na minha cabeça, iria dar certo.
Sonhos.

Estou perto de completar 18 anos e posso dizer que nunca atravessei uma fase tão desafiadora, tão má. Tudo parece dar errado e não falo apenas dela. As razões para sorrir constantemente escasseiam mas não me posso ir abaixo pois sei que tenho manter-me firme, forte. Não só por mim, por todos que me rodeiam.

As minhas esperanças começam a cair todas por terra como folhas num outono. Uma após outra, após outra, após outra. Não consigo desistir, ultrapassa-me. Não consigo aceitar deixar a pessoa com quem iria ser feliz escapar. Amar não presta.

Fui ler todas as minhas publicações anteriores. É preciso olhar para isso como um crescimento. Cresci tanto. E tornei-me tão mais frio. Como é que isso aconteceu?
A descrição de tudo, a adjetivação, era algo que eu utilizava muito e isso também desapareceu. Terei eu mudado assim tanto? Mas tudo era tão artístico, tão puro, como agora. É incrível o efeito que tu tens em mim. Sobre isso, apenas digo para juntarmos todos os pequenos pedaços do céu e formarmos um só nosso, onde tudo é perfeito, minha princesa.

É possível que este seja a minha última publicação neste blog. A última folha não tarda a cair e eu não sei o que farei aí. Não consigo desistir. Mas não o apagarei; ficará sempre que algum de nós queira relembrar estas palavras tão não-pensadas, tão sentidas.

Eu amo-te com todas as minhas forças.

Engane-se


Engane-se quem pensa que fica melhor. Não fica.
Sou por natureza uma pessoa otimista, tento e sempre tentei ver o lado positivo das coisas, pensar que tudo vai ficar bem, que tudo vai melhorar. Nunca estive eu tão enganado.

Imagine um balão. De vez em quando, ar é soprado para dentro dele. Com o tempo, obviamente, ele ficará maior. De maneira a não rebentar, de vez em quando, o balão deixa algum ar sair. Mas a quantidade de ar que entra não é proporcional ao ar que sai e algum dia o balão rebenta. Eu, também por natureza, sou um balão muito grande, salvo seja. Mas não deixo de o ser.

Isto cada vez custa mais. Dói e corrói. Fere e deixa marca. Não sei se consigo aguentar muito tempo. Eu tenho que soltar ar para não rebentar. Eu preciso de dizer tudo. Tudo aquilo que quero, tudo aquilo que não posso. E esse tudo vai acumulando, enchendo.

Acordei assim hoje; mal. Faz tempo que não me sentia tão mal, tão necessitado. Tenho quase 18 anos e não me sinto feliz comigo mesmo. Sinto-me vazio. Muito vazio. "Ar", apenas, não completa este vazio. A minha incansável busca pelo que me falta não está sequer perto do final, eu sinto-o.

Estou num daqueles momentos inconsoláveis em que me sinto menos mal a ouvir música, em que tremo da mãos e apenas quero não ser nada. Eu preciso de alguém, a solidão mata e mata muito lentamente. Eu preciso dela. Não sei o que faça.

Faço isto periodicamente; venho ao meu blog e leio tudo o que escrevi ultimamente. Eu não me conheço nesses momentos, parece que não sou eu quem escreve pois tudo aquilo que escrevo, é instinto. Deixo escorrer tudo aquilo que me vai na alma para a ponta dos meus dedos, Sem pensar, sem nada. Queria poder ficar adormecido até tudo passar. Mas nunca sonhando.

Raramente sonho e ultimamente mal faço outra coisa. Nem eu percebo os sonhos, apenas percebo que acordo mal disposto, com alguma dor. É o vazio. O vazio de naquela realidade os problemas não existirem.

Foda-se a minha promessa, eu amo-te e amo-te cada vez mais. Sou capaz de ir ao inferno para te ter. Não quero mais ficar parado, quero lutar, lutar pela minha felicidade, lutar por ti.

Como eu gostaria


Como eu gostaria de ter quem quero. Como eu gostaria de ser feliz. Como eu gostaria de não querer. Como eu queria viver apenas da platonicidade. Mas não consigo.
Não sei se por não ter um intelecto suficientemente elevado para tal, se por ter uma parte sentimental grande demais. "Só sei que nada sei."

Sou apenas um ser humano, por muito que gostasse e que tente de ser mais que isso. Eu necessito de afeto, amor, carinho, tal como qualquer um. Posso conseguir esconder e abafar isso muitas das vezes mas cada dia que passa sem isso, um pedaço de mim aperta. Não sei se é carência, se é frustração, só sei que não quero mais isto.

A cada dia que passa vou-me apercebendo cada vez mais que a vida não joga em meu favor. Ou será que sou eu que não sei jogar a favor da vida? Será que sou eu que sigo sempre o rumo contrário ao que devia seguir? Quantas e quantas vezes já não me questionei sobre isso. A vida é um leque de acasos e acontecimento e quanto, no meio de tantos, poucos são a meu favor, começa-se a pensar que algo está mal. Ou será que isto também sou só eu? Estarei eu tão moldado às ciências exatas que me esqueço que na vida não há regras, não há razões, não há teoremas?

Vejo-me nisto constantemente, o facto de cada vez estar a escrever mais é mau sinal. Nunca ou raramente escrevo quando me sinto feliz ou realizado. Isto é, quando a causa é ela.

Sou um zero a relações. Não sei lidar com nada, não sei lidar comigo mesmo. Não sei lidar com o facto de saber que eu estaria na minha plenitude com ela e nada poder fazer para mudar isso. Não há outra solução senão a distração e a distração é difícil de atingir sozinho. Porra, eu acho que a amo. Não pode estar a acontecer. Será por causa disso que a cada dia me custa mais? Porque a cada dia que passa, ela não o passa comigo? A dor é arrebatadora.