A minha primeira paixão "real"


Antes de mais nada vou explicar a razão de ter criado o blog:
eu, como qualquer adolescente, tem os seus problemas pessoais. Então numa forma de desabafar e compartilhar os meus problemas criei o "My Little Piece of Heaven".
Comecemos:

Eu vou falar-vos do que foi o minha primeira paixão "real". Sim real, porque todos nós já gostamos de uma pessoa enquanto mais novos. Eu pessoalmente tinha uma forte tendência de me apaixonar facilmente. Mas até há uns meses fiquei a saber que nada se comparava com o que senti por ela.
Para não estar a referir nomes vou usar a técnica de um amigo meu e vamos chamar-lhe "Sofia" (não sendo realmente o nome dela).
O meu primeiro contacto com a "Sofia" foi há cerca de 3 anos na natação. Não nos conhecíamos. Cerca de meio ano após eu ter entrado, por alguma razão que ainda me é desconhecida, começamos a odiar-nos, simplesmente.
Não nos "curtíamos" um ao outro por assim dizer.
Aconteceu que quando completei um ano, avancei um nível e fui parar a onde ela estava. Já havíamos esquecido os desacatos mas ainda não falávamos um com o outro.
Há cerca de 7/8 meses atrás comecei a reparar mais nela e caí na realidade que estava ali um ser divinal e comecei a "olhar" mais para ela.
Fui-me fascinando cada vez mais até que me apercebi: havia-me apaixonado. No início pensei que fosse mais uma das minhas paixonetas, mas não, era muito mais que isso.
Decidi que devia contar-lhe. Assim o fiz de uma maneira de certa forma acobardada, mas fiz.
Ela reagiu lindamente. Fiquei logo com altas expectativas para uma futura relação.
Começámos a falar, e a falar, conhecendo-nos melhor um ao outro e eu cada vez mais a gostar de como a "Sofia" era.
Já haviam passado cerca de 4 meses e já o povo da natação reparava que eu sentia alguma coisa por ela.
Estava tudo muito bem até ter surgido o primeiro problema: comecei a sentir falta dela.
Como só nos víamos na natação, eram só 2 horas por semana se nenhum de nós faltasse.
Foi então que cometi o maior erro que segundo a "Sofia" estragou todas as minhas hipóteses: disse-lhe que a ia tentar esquecer porque sofria bastante com só duas horas por semana. Peço desculpa pela expressão que se segue mas é o que melhor exemplifica o que fiz, fudi tudo. E mais, pensei que ela estava a gozar com a minha cara e chamei-a de falsa indirectamente.

Quando eu lho disse, ela respondeu dizendo-me que começava já a gostar de mim e que a desiludi.
Ela não sabe mas comecei a chorar. Não me importo que digam que os homens não choram , comecei a chorar sim.

Na aula seguinte, mal saí do carro, fiz logo os possíveis para a evitar à entrada. Ela estava muito perto de onde eu saí e viu-me logo. Soube pelo meu primo que ela havia perguntado por mim.

Senti por parte dela uma "excitação" por assim dizer, maior do que era normal.
Já na aula tratou-me super bem. Fiquei estranho mas acabei por me alegrar. É notável o efeito que ela tem em mim.

No fim da aula pedi-lhe desculpa por lhe ter chamado falsa. Disse-me para esquecer. Fiquei extremamente contente.

Nos meses seguintes continuamos os grandes amigos que éramos anteriormente (eu sempre com altas expectativas).

Chegou o dia em que lhe perguntei se ela realmente gostava de mim. Levei com uma resposta típica: só como amigo. Fiquei destroçado. Prometi a mim mesmo que ia tentar esquecer a paixão que tive para com ela. É claro que é mais fácil dizer que fazer.
Esta cena passou-se em meados de Junho salvo erro.

O tempo foi passando, nós como grandes amigos, eu ainda com o "fogo" que sentia por ela.

Chegámos a finais de Julho e como em Agosto não haviam aulas, eu tinha que fazer alguma coisa pois ia ficar um mês inteiro sem a ver.

Então pensei no seguinte: para ter a certeza que ela não gostava de mim só comigo e que eu não a ia esquecer durante o tal mês, pensei em arrancar-lhe um beijo no último dia.

Preparei-me psicologicamente durante a semana toda até que chegou Sábado, o dia.

Ela estava a demorar mais que o costume mas tinha a certeza que ela vinha porque já lhe tinha perguntado durante a semana.
Esperei, esperei e desesperei e ela não veio.

Com uma certa fúria dentro de mim fui à net com esperanças que ela me explicasse o sucedido. Não ficou online o dia inteiro.
Esperei no dia seguinte novamente e vi uma coisa que me devastou por dentro: ela começou a namorar.
Senti-me com uma fúria extrema e pensei como é que ela tinha sido capaz de me fazer isso.

Quando me acalmei apercebi-me que ela pensava que eu só gostava dela como amiga, exactamente por eu lho ter dito.
Continuei a falar com ela na boa, afinal de contas, não queria por nada perder a amizade dela.

Em suma gostava de dizer à "Sofia", caso estejas a ler isto, que ainda hoje não te vejo só como amiga, é sempre mais que isso. Gostava de dizer também que ao contrário das minhas outras "paixonetas" nunca, mas nunca me imaginava e "via" com essa pessoa, mas contigo foi diferente. Também gostava de te agradecer porque graças a ti mudei imenso, para melhor. E gostava de te dizer que esteja eu onde estiver e com quem estiver, tu vais ser sempre uma parte de mim. Como se costuma dizer: "o primeiro amor nunca se esquece" e eu posso dizer sem dúvida alguma que TU foste o meu primeiro amor.

Para mim serás sempre um pequeno pedaço de céu.

Fiquem bem, Pedro.

2 Response to A minha primeira paixão "real"

  1. Anónimo says:

    És grande pá, para mim és um grande amigo e para mim és um ídolo só pela tua coragem nesta relação.

    Abraço,
    um amigo que tu conheces bem

    P.S.: Quando começam as aulas de natação, já agora sou da tua piscina. ;)

  2. Pedro says:

    Desde já gostava de agradecer a essas palavras de apoio.
    A natação começa em Setembro salvo erro x)
    Fica bem \m/

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