Tentei poesia hoje


Tentei poesia hoje e não me saia nada. Nem sei porque tentei. Talvez me hei de ficar pela prosa.

O razão é sempre a mesma, o assunto pouco varia. Ela.
O blog existe quase para a mesma razão. Para eu poder soltar tudo para fora, tudo o que não lhe posso "dizer" (sendo que ela acaba sempre por ver, e até deve ser a única que o faz para além de mim). É um espaço quase que "nosso". "Nosso". Como eu gostava de poder dizer isto sem as aspas.
Há pouco quase que me dava uma crise mas lá me consegui controlar. É assim que vejo que cresci. Se não o tivesse feito já estava certo a chorar que nem um perdido. Mas ela é fora de série.

Ainda me custa a acreditar que eu "voltei". Depois de tantas reviravoltas e de tanto sofrimento, é a ela que volto a querer. E se quero...

É a primeira vez que estou a dizer isto. Acho que estou a começar a amar novamente. E tenho medo, sério medo de acabar mal, como é costume.

Esta minha mania de deixar pensamentos a meio.

Tenho uma grande revolta dentro de mim. Sei, há já muito tempo, que tenho muito para dar. É um grande defeito meu (até deixar de o ser): amo demais, sinto demais, estou disposto a demais. Defeito porque não tenho ninguém a quem "dar". Eu sei que quando tiver verdadeiramente alguém, farei de tudo para essa pessoa ser feliz e, se depender de mim, ela o será, muito.

E eu tenho que desabafar aqui. Porque não lho posso dizer, não era justo para ela. Eu não lhe vou fazer isso, custa-me vê-la triste.

Mais uma vez, pensamentos curtos, interrompidos, divagantes.

Quero-te, minha menina.

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